A movimentação de cargas é uma das atividades que mais impactam o ritmo de um armazém. Mas, quando a operação perde tempo, o problema nem sempre está na velocidade de uma empilhadeira ou no desempenho de um equipamento.
Muitas vezes, o tempo é consumido por deslocamentos desnecessários, posições de estoque mal definidas, dificuldades de acesso ou um layout que não acompanha o fluxo real da operação.
Uma posição de estoque mal definida, um corredor que exige um deslocamento maior ou um produto de alto giro armazenado longe da área de expedição podem transformar pequenas perdas de tempo em horas ao longo da operação.
Por isso, melhorar a movimentação de cargas não significa apenas movimentar mais rápido. Significa reduzir deslocamentos desnecessários, facilitar o acesso aos produtos e organizar o fluxo de acordo com a realidade do estoque.
Onde o armazém perde tempo na movimentação de cargas?
A movimentação de cargas interna envolve uma sequência de atividades: retirar o produto da posição de estoque, deslocá-lo, reposicioná-lo e, em muitos casos, levá-lo até a área de separação ou expedição.
Quando essa sequência não é bem planejada, a equipe pode percorrer distâncias maiores do que o necessário ou realizar movimentações que poderiam ser evitadas.
Isso acontece, por exemplo, quando produtos de maior giro ficam em posições pouco acessíveis ou quando a distribuição das estruturas não acompanha o fluxo real da operação.
O problema não está necessariamente em uma etapa isolada. Está na soma desses pequenos deslocamentos.
4 pontos que ajudam a acelerar a movimentação
Organização das posições de estoque
Nem todos os produtos têm a mesma frequência de movimentação.
Itens que saem várias vezes ao dia precisam ser considerados de forma diferente daqueles que permanecem armazenados por períodos maiores.
Organizar as posições levando em conta o giro das cargas pode reduzir deslocamentos e facilitar o trabalho de separação e reposição.
Isso também ajuda a evitar que produtos de alta movimentação fiquem em locais que exigem mais tempo ou etapas adicionais para serem acessados.
Layout e distância percorrida
O layout influencia diretamente a movimentação de cargas.
A posição das estruturas, a largura e disposição dos corredores, a localização das áreas de recebimento e expedição e o caminho percorrido pelos equipamentos precisam fazer sentido em conjunto.
Quanto maior a distância percorrida para realizar uma movimentação de cargas que poderia ser feita em menos etapas, maior é o tempo consumido pela operação.
Por isso, analisar o fluxo real das cargas é fundamental para identificar onde existem deslocamentos que podem ser reduzidos.
Acesso às cargas
Ganhar velocidade também depende da facilidade para encontrar e retirar o que precisa ser movimentado.
Em uma operação com muitos produtos, o acesso às posições de estoque precisa estar alinhado à frequência de movimentação e às características das cargas.
Sistemas que oferecem acesso adequado às posições ajudam a evitar movimentações adicionais e tornam a rotina mais previsível.
Nesse ponto, a estrutura de armazenagem deixa de ser apenas um local para guardar produtos e passa a influenciar diretamente o fluxo da operação.
Equipamentos adequados
O equipamento utilizado também precisa estar de acordo com a carga e com o espaço disponível.
Capacidade de carga, altura de elevação, raio de giro e características dos corredores são alguns dos fatores que precisam ser considerados na escolha e no planejamento da movimentação.
Um equipamento adequado ao ambiente facilita o trabalho e evita que a estrutura precise ser adaptada de forma improvisada para permitir sua circulação.
Por isso, estrutura de armazenagem e equipamentos de movimentação de cargas precisam ser pensados em conjunto.
Velocidade não significa movimentar tudo mais rápido
Existe uma diferença importante entre acelerar uma movimentação e eliminar uma movimentação desnecessária.
Se uma carga precisa percorrer um caminho longo porque sua posição foi mal definida, aumentar a velocidade do equipamento não resolve a causa do problema.
Da mesma forma, se um produto precisa ser retirado para que outro seja acessado, existe uma movimentação adicional que poderia ter sido evitada com uma organização diferente.
Por isso, uma operação mais rápida não é necessariamente aquela em que tudo se movimenta mais depressa.
É aquela em que cada movimentação tem uma razão e o caminho entre uma etapa e outra é pensado para evitar desperdícios de tempo.
Como estruturar um fluxo de movimentação mais eficiente?
O primeiro passo é observar a operação como ela realmente acontece.
Quais produtos são movimentados com mais frequência? De onde eles saem? Para onde vão? Quanto tempo a equipe leva para encontrá-los e retirá-los? Existem posições que exigem movimentações adicionais?
Essas perguntas ajudam a identificar gargalos que nem sempre aparecem quando se olha apenas para a capacidade do armazém.
A partir dessa análise, é possível avaliar a organização das posições, o layout, as estruturas de armazenagem e os equipamentos utilizados.
O objetivo não é simplesmente colocar mais cargas no menor espaço possível. É encontrar um equilíbrio entre capacidade, acesso e fluxo.
Mais velocidade começa no planejamento da armazenagem
A movimentação de cargas faz parte de uma cadeia de decisões que começa na forma como o estoque é organizado.
Um armazém com posições bem planejadas, corredores adequados e estruturas compatíveis com as cargas facilita o trabalho de movimentação de cargas e pode reduzir deslocamentos desnecessários.
Por isso, quando a operação precisa ganhar velocidade, vale olhar além do equipamento utilizado e analisar toda a estrutura que sustenta o fluxo.
A Fabrimetal desenvolve soluções de armazenagem considerando as características das cargas, o espaço disponível e as necessidades de cada operação.
Porque ganhar velocidade na movimentação de cargas não significa apenas correr mais. Significa fazer o caminho certo, da forma mais adequada para a operação. Entre em contato para mais informações sobre nossos serviços!

